O cinema tem o poder de retratar a realidade de forma única. Seja em ficção ou em documentário, a sétima arte oferece um olhar pontual e certeiro sobre os mais diversos assuntos.

Além de servir como escape para o estresse do dia a dia, o cinema também é uma forma de aprendizado. Assistindo a um filme, é possível conhecer histórias e descobrir mais sobre culturas, valores e conceitos de outras partes do mundo — tudo isso sem sair de casa.

Esse conhecimento também pode ser adquirido quando o assunto é direito. No post de hoje, nós separamos 9 obras que mostram como funcionam os sistemas de justiça mundo afora.

As indicações servem tanto para quem é funcionário público e lida com esse assunto diariamente quanto para quem simplesmente tem interesse pelo universo jurídico. Acompanhe!

1. 12 homens e uma sentença (Estados Unidos, 1957)

Esse clássico marcou a estreia de Sidney Lumet na direção. O filme mostra a deliberação de um júri no caso de um jovem porto-riquenho de 18 anos acusado de matar o próprio pai. O que caminhava para ser uma acusação fácil esbarra nas dúvidas de um dos jurados, interpretado por Henry Fonda.

O longa explora os preconceitos e a bagagem emocional e psicológica dos 12 homens que devem decidir se o rapaz será ou não condenado à pena de morte. A história é baseada na experiência de Reginald Rose, que é quem assina o roteiro. Ele fez parte de um júri em um caso de homicídio e retrata de forma realista o peso de uma decisão tão importante.

2. O segredo dos seus olhos (Argentina, 2009)

Um dos filmes mais bem-sucedidos do cinema argentino recente, o longa de Juan José Campanella conta a história de um oficial de justiça recém-aposentado que se dedica a escrever um livro. A inspiração é um caso trágico ocorrido enquanto ainda atuava como funcionário público do Fórum Criminal de Buenos Aires.

Estrelado pelo onipresente Ricardo Darín, a história transita entre o presente e o passado na tentativa de desvendar um crime de estupro e assassinato. O filme rendeu o Oscar de melhor filme estrangeiro ao nosso país vizinho e ganhou uma versão norte-americana protagonizada por Julia Roberts.

3. O sol é para todos (Estados Unidos, 1962)

Ler o livro ou assistir ao filme? No caso de uma das mais celebradas histórias norte-americanas, o recomendado é fazer os dois. Nessa adaptação para as telonas, Gregory Peck dá vida a Atticus Finch, um advogado de uma pequena cidade dos Estados Unidos.

Na história, Finch tem a missão de defender um homem negro falsamente acusado de estupro por uma jovem branca. Isso no contexto racista do estado do Alabama na época da Depressão norte-americana.

A coragem do defensor é retratada, principalmente, pelos olhos de sua filha, de apenas seis anos. Para uma geração de advogados, o caso é um exemplo de segurança moral e confiança no Estado de Direito.

4. O.J.: Made in America (Estados Unidos, 2016)

Vencedor do Oscar 2017 de melhor documentário, essa produção do canal ESPN é proporcional à grandeza de O.J Simpson, um dos maiores atletas norte-americanos de todos os tempos, e à discussão gerada por seu julgamento.

São 480 minutos — 8 horas — juntando as peças de um quebra-cabeça que envolve um ídolo do futebol americano, uma acusação de homicídio, um julgamento que ganhou ares de espetáculo pela mídia e a história do racismo nos Estados Unidos.

5. Anatomia de um crime (Estados Unidos, 1959)

Muito mais do que um filme, o longa de Otto Preminger é um estudo realista de um caso inspirado em uma história real, que foi transformada em livro por um juiz da Suprema Corte norte-americana.

Um tenente do Exército é acusado de assassinar um bartender que teria estuprado sua esposa. A trama explora os dilemas éticas envolvidos na representação de um réu acusado de assassinato.

Em um elenco estelar liderado por James Stewart, quem rouba a cena é Joseph Welch no papel do juiz. O ator e advogado foi responsável pela defesa do militar no caso que inspirou a história. O filme foi indicado para 7 Oscar.

6. Tropa de elite 2 — O inimigo agora é outro (Brasil, 2010)

O filme mais visto da história do cinema brasileiro — foram 11 milhões de espectadores — acompanha a evolução da carreira do capitão Nascimento, papel marcante de Wagner Moura. Agora, o policial é subsecretário de Inteligência do BOPE.

Em suas novas funções, Nascimento faz o batalhão crescer e aumenta o cerco ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Mas, fazendo isso, o policial não percebe que está ajudando seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos com interesses eleitoreiros.

7. Julgamento em Nuremberg (Estados Unidos, 1961)

O longa retrata os julgamentos de crimes de guerra nazistas cometidos em 1948. O roteiro é focado nas acusações contra quatro juízes alemães que teriam permitido que seus tribunais agissem como cúmplices de torturas nazistas.

Cabe a um juiz norte-americano tentar entender como seus colegas de profissão aceitaram ser usados pelo regime nazista. O filme mostra como escolhas políticas podem interferir e até mesmo alterar as impressões pessoais do que é certo e do que é errado.

A atriz Marlene Dietrich, que viveu na Alemanha nazista, foi autorizada a escrever muitas de suas próprias falas, usando como base sua experiência durante esse período.

8. JFK: a pergunta que não quer calar (Estados Unidos, 1991)

Até que ponto uma teoria da conspiração deve ser levada a sério? Onde é traçado o limite para quem precisa investigar e encontrar a resolução para um crime? E quando esse crime é o assassinato de um presidente?

São essas perguntas que o filme de Oliver Stone levanta. O longa mostra um promotor de Nova Orleans que está convencido de que o presidente John F. Kennedy foi assassinado por mais de uma pessoa, contrariando o parecer final da comissão formada para apurar a morte.

Stone, adepto de opiniões polêmicas, defendeu seu filme, lançado há 25 anos, quando questionado sobre a possibilidade da verdade sobre o assassinato de JFK nunca vir à tona. “Em todo país existem mentiras oficiais”, afirmou.

9. The Central Park Five (Estados Unidos, 2012)

Esse documentário examina um caso de 1989, quando cinco adolescentes negros e latinos de uma região pobre foram acusados de estuprar uma mulher no Central Park, em uma das áreas mais nobres de Nova York.

Os jovens passam entre seis e 13 anos presos, até que um estuprador em série confessa ter cometido o crime. Tendo como pano de fundo uma metrópole atingida pela violência e tensão racial, o filme explora como a pressa por um julgamento pode causar danos irreparáveis.

Gostou das nossas dicas? Quer recomendar as sugestões de filmes para os seus amigos? Compartilhe o post nas suas redes sociais!

 

 

Gostou deste post?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por email!

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM